segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A 1ª experiencia na escola, memórias...

Leio um texto sobre o assunto e fico emocionada e nostalgica...
recordações invadem-me, imagens, cheiros e sensações...
na realidade minha infância fluiu na rua... a 1ª x que pisei a escola foi na primária.
ainda não havia alcatrão por todo o lado e podia brincar-se livremente na rua...
haviam poucos parques infantis! E eu ficava tão deslumbrada com os mesmos que só para poder andar nos baloiços quis ir para a catequese!
Éramos muitos no bairro, mais ou menos da mesma idade. Saíamos e brincávamos: as amendoeiras eram as nossas naves espaciais... as ervas e flores serviam para banquetes, a lama era para jogar ao "espita". Havendo um elástico, uma bola, caricas ou berlindes, a diversão reinava. Trouxa lavada aí vai nada!!!! ahahahah. uma loucura.
Depois chegou a moda das passagens de modelos e dos bailaricos... Um irmão mais velho qq ligava musica e dançavamos, faziamos concursos... Faziamos gelados de pudim, coco e groselha e cada um levava alguma coisa para qdo se faziam os piqueniques.
Certa altura, uma das minhas amigas de infância frequentava a "D. Rosa", a "escola paga" onde tinhamos que levar uma cadeirinha de verga, lápis e caderno. Todos sentados, contidos... não gostei nada e chorei.... chorava e ninguém me acudia e então lembro-me de pensar que a estratégia não estava a resultar. Um dia levei uma reguada na mão... Comecei a preparar um plano e deixei de chorar e deixavam-me ao portão.
Pouco depois, a minha mãe virou costas e eu sai atrás dela! De repente virou-se e quase me apanhava... obviamente aquilo durou pouco tempo, fui logo apanhada. Mas eu queria a minha cadeirinha de verga e só voltei a buscá-la.
A partir daí livre novamente. Recordo-me do aroma a bolos da casa da minha querida avó, onde eu passava todo o tempo... Estavam sp bolos a sair do forno. EU ia à leitaria buscar leite e deliciava-me ao lanche.
ã minha irmã tem 14 meses de diferença, mas sinceramente o temperamento sp foi tão diferente que já nessa altura não me recordo de grandes brincadeiras... Recordo-me de andarmos sp às turras e de fingirmos estar a dormir a sesta, à espera da minha mãe sair... Lembro-me dos pudins no parapeito e dos piolhos da minha irmã! Grande piolhosa! Uma das sensações que mais se lembra é de ficar regalada sp que lhe coçava a cabeça! eu dava-lhe valentes esfregas e era piolho a saltar na banheira! yaaaack.
Até que um dia, a escola primária começou. Lembro-me da minha apreensão... de levar vestido um vestido cor de rosa e uma mola à espanhola nos cabelos! Aquele ambiente era estranho mas com o tempo habituei-me e comecei a gostar da escola. No 1.º dia, quando chegou a hora do recreio fiquei em pânico e chorei, chorei porque não conhecia ninguém... até que o meu tio que lá andava me levou para junto das minhas vizinhas do bairro...
A partir daí, entrámos noutra fase... aqui voltarei!

Tive a sorte e a felicidade de puder crescer fora do ambiente escolar, de sair para a rua sem problemas, tive a sorte de puder correr, jogar, trepar, cair, dar pedradas... tive a sorte de ter avós que cuidaram de mim e até há pouco tempo se fosse preciso, me desfiavam o peixe e partiam as batatinhas e o ovo à refeição! E estas memórias alimentam os afetos e se refletem na pessoa que sou.

Hoje já não se pode brincar na rua, as brincadeiras na vizinhança são substituidas pelos ATLs e pelas actividades extra-curriculares. As pessoas não se conhecem, muito menos entre-ajudam-se.
É por isso que me toca o coração, sentir que as minhas filhas não contam com a disponibilidade fisica e emocional dos avós...
que reflito sobre as exigências do dia a dia que toldam a disponibilidade parental e extiguem os instintos...
Temos que parar um pouco para dar voz à nossa criança interior, à criança que fomos, àquilo que nos aqueçe o coração e nos guia, como também áqueles aspetos que nos ferem e demasiadas vezes vemos refletidos nos nossos filhos e não sabemos como lidar com...
É urgente despir o fato, descalcar o sapato e rebolarmos no chão, darmos umas valentes gargalhadas com os nosso filhos... é urgente brincar...
Por mais jogos e brinquedos que eles tenham, nós seremos sp as melhoras personagens... os melhores fantoches
por isso apetece-me dizer: voltem os cronómetros para vós mesmos e aqueles 5/10 minutos que a jeito (ou não) se tentar negociar com os nossos filhos: para sair de casa, fazer isto ou aquilo... pois bem: têm 5/10 min a partir de agora para serem só deles... dos vossos filhos.
Bom proveito!

P.s.Eu já tirei o meu e a loiça do jantar ficou por limpar... não azeda como diz o outro ;)

3 comentários:

Dina disse...

que delicia de texto. E nem imaginas como me revejo nele, embora ja pouco me lembre dos meus avos que morreram todos ainda eu era bem pequenina, tinha muitos tios bem pertinho de mim que me mimavam e mimaram sempre ate aos dias de hoje. Tambem corri livre e por isso voltar ao lugar onde corri e ver o alex soltar-se por ali é motivo de grande felicidade. Tambem acho que as crianças hoje andam logo muito ocupadas e nem tem tempo para ser crianças.
Deixar coisas por fazer ...por aqui acontece quase todos os dias.
Temos muitos sentimentos comuns - é engraçado.
Beijocas

Luna disse...

maravilha fez-me rever a minha infancia, bons momentos que passei, os meus filhos tem a sorte tem mimos dos avós. eramos livres e felizes as vezes com pequenas coisas, hoje as crianças tem td mas falta-lhe o mais importante amor e carinho tempo para estar com pais, penso no fundo são menos felizes que nos fomos.
bjos
Luna

andre disse...

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