hj atrasei-me e cheguei + tarde à escolinha da Carmen e por isso já não consegui apanhá-la no parque. Entrei na sala e estava a brincar numa mesa com um jogo de semelhanças. Quis que fosse ver. Sentei-me na cadeirinha e ajudei na brincadeira. Num instante tinha um enxame de pequenos meninos em meu redor, que queriam participar na brincadeira. Orgulhosa, a Carmen vai deixando "partilhar" a sua mãe com os amigos e no final arrumam as coisas e digo à Carmen que vá se despedir dos amiguinhos: andou a dar beijinhos e abraços a todos os que lá estavam. Fiquei a observar, na expectativa de ver a reacção de cada um deles, sobretudo dos mais expansivos, agressivos... os que passam metade do dia contidos em constantes castigos, não se podem levantar, mandam peças ao ar, destroém, desafiam e batem nos outros... e mais... não reconhecem autoridade nas auxiliares. Esses deram beijinhos à minha filha e abraçinhos em jeito de despedida.
Estava um menino sentado ao fundo da sala, que não quis dar um beijinho nela. Ora a miuda pô-se toda vermelha e a 1ª reacção foi sacudir-lhe o pó desajeitadamente, pelo embaraço de não ser correspondida. Disse-lhe para lhe dar festinhas, e que não fazia mal... desata num pranto sentido. Senti pena dela, mas deixei-a chorar. Porque tem de aprender a gerir estes sentimentos. Estava tão sentida e de repente olho à minha volta e só vejo confusão: meninos a desrespeitar as ordens da auxiliar e decido ficar mais um pouco e oferecer a minha atenção e disponibilidade áqueles meninos.
Invento rapidamente uma metáfora, e dramatizo a história de uma borboleta... Faço-os acompanhar os meus gestos e surgem os 1.ºs atitudes desafiantes~e de oposição: eu não gosto de borboletas"... vou comer a borboleta... etc.etc." dirigo a minha atenção para os mais "problemáticos" sem perder a atenção dos outros e continuo... A borboleta voa voa, é tão linda e adora flores... hummm, esta flor aqui ... (gesticulo e pouso com os dedos na cabeça de um e outro), ela está a dar beijinos à flor...integro cada negação, elaboro e devolvo com significado e vejo-os de olhos esbugalhados, doces, alegres, amigos... a se abraçarem e beijarem uns aos outros... a flor Carmen recebe beijinhos de todas as borboletas e até o menino que recusa fica de beiço, arregala o olho a cada gesto e aventura porém não há maneira de o "enfeiticar" e o beijo à Carmen não sai. Sai abraços aos meninos e festinhas às meninas, mas beijo não.
É dificil descentrar a minha filha deste acontecimento e desta rejeição pois continua tensa e agarrada à minha perna chorando em silêncio enquanto os outros meninos se mimam e mimam-na. É tão sensivel...
E pronto, a auxiliar teve descanso e eu, que não consigo ser de outra maneira, ofereci atenção e formas alternativas de visualizar um problema ou de se gerir conflitos.
Mas uma coisa é certa: o que as crianças precisam é de atenção... há tanta carencia de atenção.
Os meninos mais problemáticos são apenas crianças... somos nós que iniciamos lutar de poder com as crianças e mascaramo-los de lobos... qdo são cordeiros...
será que dá para parar um instante e deixar de impor os "deves, faz, não toques, vai pensar na vida" e estarmos simplesmente um pouco com eles? Será pedir demais a nós próprios? Será que ELES não merecem?
Quinta-feira, 15 de Março de 2012
A simplicidade das palavras
fazem toda a diferença.
Por causa disso, todas as manhãs digo à minha filha: "Diverte-te muito" quando me despeço dela.
E todas as noites nos despedimos com bejinhos e abraços. Incentivo este comportamento entre as irmãs e todas as noites não deixo de lhe dizer o quanto gosto dela: "A mãe adora-te minha pricesa linda, daqui até ao céu..." e ela diz: " e às estrelas mãe???! Sim até às estrelas, daqui até à lua ;)
Por muito que a vida possa ser hostil e nos ponha à prova...por muito cansaço que acumulemos, deverá existir sempre energia para expressarmos sentimentos, sob pena de nos distanciarmos dos nossos filhos, sob pena que esse distancia limite a partilha de afetos e experiencias.
Por causa disso, todas as manhãs digo à minha filha: "Diverte-te muito" quando me despeço dela.
E todas as noites nos despedimos com bejinhos e abraços. Incentivo este comportamento entre as irmãs e todas as noites não deixo de lhe dizer o quanto gosto dela: "A mãe adora-te minha pricesa linda, daqui até ao céu..." e ela diz: " e às estrelas mãe???! Sim até às estrelas, daqui até à lua ;)
Por muito que a vida possa ser hostil e nos ponha à prova...por muito cansaço que acumulemos, deverá existir sempre energia para expressarmos sentimentos, sob pena de nos distanciarmos dos nossos filhos, sob pena que esse distancia limite a partilha de afetos e experiencias.
Terça-feira, 13 de Março de 2012
dificil
volta e meia fica dificil gerir todos os papeis... e qdo se quer tudo é um pouco dificil.
Então cá estou eu, com uma dor terrivel na cervical, de cansaço, de andar cá e lá, vir de manhã trabalhar, ir pra casa a correr, sair e voltar novamente para cá, ir novamente para casa ler uma história às minhas filhotas, estar presente no jantar e puder adormecer a pequena... Para logo sair novamente. Não consigo gerir as coisas e portanto eis-me na clinica a estas horas.
Já safei o mais urgente, amanhã é outro dia.
Entre sair de manhã sem as ver e estar um pouco com a Carmen (pq a outra passa o dia a bem dizer comigo) prefiro assim!.
Sábado, 10 de Março de 2012
Sol
de pouca dura... andava eu toda contente e satisfeita que a minha Carmen finalmente se tinha rendido à sua caminha e a acordar a horas decentes eis que voltou ao habitual e tem levado a semana a acordar às 6 h e picos da matina... concerteza já a preparar-se para o novo horário de verão...
Ah pois é! Aguenta!
Então hj estou cansadissima. Acordei dps de pcas horas de sono e rejeitei logo a hipótese de ir ao ginásio zumbar... pensei antes acompanhar o meu marido ao habitual passeio matinal aos mercados, que há meses não fazia por conta do ginásio...
Antes tivesse ido treinar... talvez não me tinha cansado tanto, pois a pequena Eva decidiu que estava completamente cega pela mãe, e só me queria a mim e ao meu colo. O tempo todo de dedo na boca e a mexer no cabelo...
dps foi almoçar à pressa e sair à pressa para tentar que ambas dormissem a sesta. COM alguma ginástica a Carmen lá se rendeu e tive uma horita de sossego no campo....acabou depressa.
Andámos a apanhar frutas e folhas do jardim e no meio da brincadeira dá-me com uma pá de praia na cabeça que até vi estrelas, pensei até que me tivesse aberto da cabeça, tal foi... a coitadinha entusiasmou-se... não teve culpa e eu n me apercebi e nem tive tempo de reagir.
a miuda qdo percebeu q me tinha magoado, ficou desorientada, vermelha a procurar o pai que lavava o carro no outro lado. Foi directo á grade do muro e estava uma roseira que roça na roupa e não tem meias medidas e bate nna roseira. Claro veio com um espinho enfiado entre os dedos e muito chora. Enfim... até se pune, não preciso intervir...só quem a conhece a entende...
Ponho-me a pensar o quão complexa e sensivel é... Espero que lhe esteja dando os recursos adequados que lhe permitam fazer face ao futuro de forma positiva e equilibrada.
Oxalá que sim.
Já a outra, nos seus quase 18 meses, é pragmática e independente... mto inventora mas agora noto que está muito mais agarrada a mim... e tem me sugado as energias. É uma menina absorvente e não lida bem quando divido as atenções com a irmã- E chata e persistente, não desiste facilmente daquilo que quer....
enfim, vamos ver o que o Domingo nos reserva.
Ah pois é! Aguenta!
Então hj estou cansadissima. Acordei dps de pcas horas de sono e rejeitei logo a hipótese de ir ao ginásio zumbar... pensei antes acompanhar o meu marido ao habitual passeio matinal aos mercados, que há meses não fazia por conta do ginásio...
Antes tivesse ido treinar... talvez não me tinha cansado tanto, pois a pequena Eva decidiu que estava completamente cega pela mãe, e só me queria a mim e ao meu colo. O tempo todo de dedo na boca e a mexer no cabelo...
dps foi almoçar à pressa e sair à pressa para tentar que ambas dormissem a sesta. COM alguma ginástica a Carmen lá se rendeu e tive uma horita de sossego no campo....acabou depressa.
Andámos a apanhar frutas e folhas do jardim e no meio da brincadeira dá-me com uma pá de praia na cabeça que até vi estrelas, pensei até que me tivesse aberto da cabeça, tal foi... a coitadinha entusiasmou-se... não teve culpa e eu n me apercebi e nem tive tempo de reagir.
a miuda qdo percebeu q me tinha magoado, ficou desorientada, vermelha a procurar o pai que lavava o carro no outro lado. Foi directo á grade do muro e estava uma roseira que roça na roupa e não tem meias medidas e bate nna roseira. Claro veio com um espinho enfiado entre os dedos e muito chora. Enfim... até se pune, não preciso intervir...só quem a conhece a entende...
Ponho-me a pensar o quão complexa e sensivel é... Espero que lhe esteja dando os recursos adequados que lhe permitam fazer face ao futuro de forma positiva e equilibrada.
Oxalá que sim.
Já a outra, nos seus quase 18 meses, é pragmática e independente... mto inventora mas agora noto que está muito mais agarrada a mim... e tem me sugado as energias. É uma menina absorvente e não lida bem quando divido as atenções com a irmã- E chata e persistente, não desiste facilmente daquilo que quer....
enfim, vamos ver o que o Domingo nos reserva.
Quinta-feira, 8 de Março de 2012
As minhas mulheres
estão bem e recomendam-se :)
a Carmen finalmente recuperou das pequenas maleitas e isso nota-se no seu estado de espirito. Na escola dizem que está mais solta e que anda feliz. Tenho-a ido buscar cedo e apanho-a no parque. Adora trepar as arvores e andar na terra.
Já disse que podia fazê-lo já que os pais não deixam os meninos andarem na terra, pois vão sujos para casa. Também agora está em plena fase da fantasia e uns dias é a Pipi, outros é o Mogli e quer que imite vozes de personagens dos desenhos animados que mais gosta.
Hoje de manhã dizia-me cabisbaixa: "ninguém quer saber de mim", a jeitos de receber mimo. é CLARO que lá faço muito teatro e vou dar-lhe colinho e atenção, enquanto a pequena Eva tenta logo se infiltrar entre nós, muito ciumenta.
A Eva está muito engraçada, não há duvida que a irmã é uma otima companheira na sua viagem de descobertas. Expressa-se muito bem (gestualmente e com algumas palavrinhas) percebe tudo e cumpre ordens simples.
Hoje é o dia da mulher, um dia igual aos outros... Socialmente ainda não me desvinculei das crias, e não penso ir jantar como o fazia. Pela carmen não tinha problemas, mas a pequena EVa ainda pede a minha presença para adormecer e eu sair de casa para jantar mais tarde não me apetece. É um momento em que aproveitamos para reencontros e por conversa em dia, mas também um dia que marca a emancipação da mulher... trouxe muitas vantagens sem duvida, porém as exigências e direitos equitativos desmembraram também os instintos maternais. São os sacrificios conscientes ou não que fazem o mundo girar, mas que abafam e distanciam-nos dos afectos.
Considero-me uma mulher moderna, considero que também a vida me tem ajudado no propósito de me dedicar ás minhas crias, redefeni prioridades em função delas. Claro que a maternidade não é só cor de rosa e há momentos complicados, não sou lirica.... Porém esta é a minha postura.
bjos a todas as mulheres
Terça-feira, 6 de Março de 2012
Liberdade
para crescer...
é o que os nossos filhos necessitam...
fico feliz e contente quando a minha filha chega com os punhos das blusas todos sujos... é sinal que brincou, manipulou...
não gosto de os ver agarrados à TV, gosto que brinquem no parque e que trepem árvores
gosto que se elogie o esforço, mais que a aparencia ou a inteligência e para isso temos que todos os dias mimar, dar atenção, oferecer espaço para as birras e contrariedades
respeitar e acolher... dar exemplos sem comparar, reforçar e elogiar
quero lá saber que a minha filha não pinte dentro dos traços.... pouco me importa se pega bem no lápis ou faça muitas fichas... Afinal ela tem 3 anos!!!!
Não me rala olhar para as paredes e não ver fotos e descrições das atividades que fizeram, importa-me antes que a minha filha possa brincar, experimentar, observar, investigar... que aprenda nas suas primeiras relações sociais....
Ficaria satisfeitissima se, nas horas em que passa no Jardim-de-Infância pudesse criar, fantasiar... Pular, dançar, cantar, partilhar, respeitar...
Para mim, dar vida às histórias, dar espaço ao silêncio e às brincadeiras solitárias... afinal fazem parte do desenvolvimento...
Exige-se demais, pressiona-se e sobrevaloriza-se o rendimento escolar e as capacidades intelectuais, quando simplesmente nestas fases a criança não tem maturidade neurológica para tal.... e quando as crianças não conseguem corresponder ao que delas esperam, exibem sinais mais ou menos visiveis... as crianças não têm tempo para imaginar, são pouco criativas e passivas.... preferem ver TV e porque? Porque estão cansadas! Porque estão sobrecarregadas. Será por mero acaso que cada vez persistem mais problemas de comportamento, ansiedade e depressão infantil?
E o pai ao final do dia chega à escola e quer resultados, quer trabalho feito! ´Será que mexer na terra, tratar de um animal, construir um objecto estranho ou fazer uma especie de escultura que não parece a nada com um bocado de barro ou plasticina não é nada? É TUDO!
E por outro lado estas actividades/ intervenção de exploração livre, comandada pelos ritmos e interesses das crianças é pouco objectiva, e pouco quantificável e.... suja, dá trabalho....
Precisa-se de equilibrio emocional, precisa-se de alimento afetivo: carinho, segurança e liberdade!
Como educar crianças criativas, confiantes e autónomas? Que possam sobreviver à triste realidade economica e social? Será reprimindo os vestigios de fantasia? Será oferecer-lhes cada vez mais cedo um "pseudo-modelo" de ensino primário? Incentivando a passividade, valorizando a competitividade e desprezando as expressões criativas (...)?
Por mim... creio que a semente tem que germinar, não deve ser manipulada, excertada ou desparasitada... deixem-na crescer, livre...
é o que os nossos filhos necessitam...
fico feliz e contente quando a minha filha chega com os punhos das blusas todos sujos... é sinal que brincou, manipulou...
não gosto de os ver agarrados à TV, gosto que brinquem no parque e que trepem árvores
gosto que se elogie o esforço, mais que a aparencia ou a inteligência e para isso temos que todos os dias mimar, dar atenção, oferecer espaço para as birras e contrariedades
respeitar e acolher... dar exemplos sem comparar, reforçar e elogiar
quero lá saber que a minha filha não pinte dentro dos traços.... pouco me importa se pega bem no lápis ou faça muitas fichas... Afinal ela tem 3 anos!!!!
Não me rala olhar para as paredes e não ver fotos e descrições das atividades que fizeram, importa-me antes que a minha filha possa brincar, experimentar, observar, investigar... que aprenda nas suas primeiras relações sociais....
Ficaria satisfeitissima se, nas horas em que passa no Jardim-de-Infância pudesse criar, fantasiar... Pular, dançar, cantar, partilhar, respeitar...
Para mim, dar vida às histórias, dar espaço ao silêncio e às brincadeiras solitárias... afinal fazem parte do desenvolvimento...
Exige-se demais, pressiona-se e sobrevaloriza-se o rendimento escolar e as capacidades intelectuais, quando simplesmente nestas fases a criança não tem maturidade neurológica para tal.... e quando as crianças não conseguem corresponder ao que delas esperam, exibem sinais mais ou menos visiveis... as crianças não têm tempo para imaginar, são pouco criativas e passivas.... preferem ver TV e porque? Porque estão cansadas! Porque estão sobrecarregadas. Será por mero acaso que cada vez persistem mais problemas de comportamento, ansiedade e depressão infantil?
E o pai ao final do dia chega à escola e quer resultados, quer trabalho feito! ´Será que mexer na terra, tratar de um animal, construir um objecto estranho ou fazer uma especie de escultura que não parece a nada com um bocado de barro ou plasticina não é nada? É TUDO!
E por outro lado estas actividades/ intervenção de exploração livre, comandada pelos ritmos e interesses das crianças é pouco objectiva, e pouco quantificável e.... suja, dá trabalho....
Precisa-se de equilibrio emocional, precisa-se de alimento afetivo: carinho, segurança e liberdade!
Como educar crianças criativas, confiantes e autónomas? Que possam sobreviver à triste realidade economica e social? Será reprimindo os vestigios de fantasia? Será oferecer-lhes cada vez mais cedo um "pseudo-modelo" de ensino primário? Incentivando a passividade, valorizando a competitividade e desprezando as expressões criativas (...)?
Por mim... creio que a semente tem que germinar, não deve ser manipulada, excertada ou desparasitada... deixem-na crescer, livre...
Domingo, 4 de Março de 2012
Explorar a natureza
e redescobri-la... Penso que os nossos filhos merecem, nós também...
O Algarve até há uns anos atrás não tinha shoppings, portanto volta e meia quem podia ia à capital despertar o seu espirito consumista...
Há uns tempos atrás, os fins de semana eram planeados em familia... Os famosos almoços de Domingo na casa dos avós ou então os piqueniques que se organizavam em torno dos diversos parques de laser da região, foram substituidos pelo passeio ao shopping, onde se fazem as compras, vêem-se as modas e se almoça, tudo junto...
Os costumes foram-se perdendo, as familias se distanciando...
Eu sou desse tempo! E recordo-me dele com felicidade! Éramos livres e felizes... Uma mão cheia de miudagem, primos, vizinhos ou outras crianças que se encontravam, se conheciam e brincavam todos juntos...
Os domingos eram uma festa: Natureza, lagos, ribeiras ou praia. Um saco de carvão, frango assado, batata frita e sumol de laranja. Os homens assavam a carne, as mulheres preparavam as saladas, colocavam os panelões de arroz na mesa e as crianças brincavam, corriam...soltos...
Sempre tive contato com a natureza, ela é sábia, é luz e energia... desde tenra infância.
Quando conheci o meu marido, a minha sogra tinha uma casa de férias numa ilha e sempre que tinhamos tempo, fizesse frio e calor era para lá que iámos...
Infelizmente, a minha sogra acabou por vende-la... Senti mta pena por nós, e pelos filhos que ainda não tinhamos... A Carmen nasceu ainda a tempo de passar 1 mês de existência na ilha... Recordações não terá, a não ser as que relateremos a cada foto que tirámos.
Decidimos, como pais, preservar esta imagem aos nossos filhos, do valor da natureza. Sp que temos oportunidade saimos porta fora e vamos para o campo ou praia. Brincar na areia, apanhar pequenos troncos, abraçar as arvores, cheiras as ervas e o mato, molhar os pés no mar e fazer castelos na areia. Faça frio ou faça sol.
Com o tempo convidativo, começamos a planear os nossos piqueniques. Hoje fomos à mata de Santa Rita, as meninas adoraram. Nós chegámos cansados e a precisar de descanso do fim de semana, mas nõa há € algum que pague estes momentos especiais.
UM dia, quero que as minhas filhas nos recordem, que amem a Natureza e saibam respeitá-la...que guardem estas recordações, estes prazeres que são grátis e muito mais sadios que as grandes superficies.
Oxalá eu consiga recuperar e avivar estes domingos de natureza, e quem sabe... ainda possa reunir os mais cepticos...
boa semana
O Algarve até há uns anos atrás não tinha shoppings, portanto volta e meia quem podia ia à capital despertar o seu espirito consumista...
Há uns tempos atrás, os fins de semana eram planeados em familia... Os famosos almoços de Domingo na casa dos avós ou então os piqueniques que se organizavam em torno dos diversos parques de laser da região, foram substituidos pelo passeio ao shopping, onde se fazem as compras, vêem-se as modas e se almoça, tudo junto...
Os costumes foram-se perdendo, as familias se distanciando...
Eu sou desse tempo! E recordo-me dele com felicidade! Éramos livres e felizes... Uma mão cheia de miudagem, primos, vizinhos ou outras crianças que se encontravam, se conheciam e brincavam todos juntos...
Os domingos eram uma festa: Natureza, lagos, ribeiras ou praia. Um saco de carvão, frango assado, batata frita e sumol de laranja. Os homens assavam a carne, as mulheres preparavam as saladas, colocavam os panelões de arroz na mesa e as crianças brincavam, corriam...soltos...
Sempre tive contato com a natureza, ela é sábia, é luz e energia... desde tenra infância.
Quando conheci o meu marido, a minha sogra tinha uma casa de férias numa ilha e sempre que tinhamos tempo, fizesse frio e calor era para lá que iámos...
Infelizmente, a minha sogra acabou por vende-la... Senti mta pena por nós, e pelos filhos que ainda não tinhamos... A Carmen nasceu ainda a tempo de passar 1 mês de existência na ilha... Recordações não terá, a não ser as que relateremos a cada foto que tirámos.
Decidimos, como pais, preservar esta imagem aos nossos filhos, do valor da natureza. Sp que temos oportunidade saimos porta fora e vamos para o campo ou praia. Brincar na areia, apanhar pequenos troncos, abraçar as arvores, cheiras as ervas e o mato, molhar os pés no mar e fazer castelos na areia. Faça frio ou faça sol.
Com o tempo convidativo, começamos a planear os nossos piqueniques. Hoje fomos à mata de Santa Rita, as meninas adoraram. Nós chegámos cansados e a precisar de descanso do fim de semana, mas nõa há € algum que pague estes momentos especiais.
UM dia, quero que as minhas filhas nos recordem, que amem a Natureza e saibam respeitá-la...que guardem estas recordações, estes prazeres que são grátis e muito mais sadios que as grandes superficies.
Oxalá eu consiga recuperar e avivar estes domingos de natureza, e quem sabe... ainda possa reunir os mais cepticos...
boa semana
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