sábado, 12 de novembro de 2011

A outra face da maternidade



na maioria das vezes, o casal planeia ter filhos. Se não houver problemas, brevemente recebe a noticia que vem aí descendente.
Esta noticia é recebida com agrado por todos, ou quase todos. Nos próximos 9 meses a grávida torna-se o centro das atenções, é aparicada pelo marido, familia..
Pode frequentar um curso de preparação para o parto, faz o enxoval para o bebe e prepara seu quarto... enfim tudo a postos para a chegada do bebe.
Muitas vezes pensa-se como ele será, parecido á mãe ou ao pai? Será que vai ser "bonzinho"? Será que vai conseguir mamar? Como serão os 1ºs dias?
Tudo (ou quase) é floreado e cor-de-rosa.
Depois surge o parto... por vezes complicado e traumático para mãe e filho... Eis que se dá o confronto entre o fantasiado e o bebe real. Muitas vezes, o encantamento quebra-se. Olha-se para aquele ser indefeso e há quem se imobilize, decepcione, tenha medo e se sinta incapaz de cuidar do seu filho. Surgem problemas com a amamentação, chovem conselhos que são disparados em todas as direcções e para agravar o cenário, olha-se para o corpo e parece que se está no sitio errado à hora errada e não tarda, com o acumular de cansaço e o peso de tentar correponder ao que é esperado, surge o choro, a incapacidade de se vincular àquele ser e pede-se que tudo volte a ser como antes: reclama-se pela vida que se tinha, pelas atenções que estão agora direcionadas para o bebe...
E AGORA?
é normal a prevalência dos babieblues nos 1ºs meses de vida da mulher, porém é importante estar atenta e sinais de uma moldura clinica mais séria: depressão pós parto. Convém falar, descansar, dividir tarefas e sobretudo não se culpabilizar. Saber reconhecer sinais de alarme e pedir ajuda na hora certa.
Tudo melhora, a seu tempo... O amor pelo bebe vai surgir e novos desafios surgirão, basta não ficar agarrada ao passado, basta seguir em frente...
Muita força a todas as mães que possam ter experenciado esta vivência, coragem áquelas que estejam a trihar os 1ºs passos no mundo da maternidade.

2 comentários:

Maggie disse...

olá Carla, eu não passei por isso, mas revejo-me na parte da vinculaçao ao bebé, provavelmente porque ouvimos uma vida inteira alguém dizer que assim que o bebé nasceu sentiu-se inundada de amor, sentiu que só aquele ser era o seu, sabia.o antes de lho entregarem, etc e tal.
Eu não senti nada disto, nem com uma, nem com a outra. olhei para elas desesperadamente á espera de econtrar-me ali, a mim ou ao meu marido e nada, eu nunca descobriria em vários bebés quais seriam a minhas. ideias feitas e nas quais acreditamos.

bjo
Maggie

Raquel (persiana) disse...

é verdade-!!!