segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Apego

O apego que tenho ás minhas crias é imensurável. É profundo, sai-me das entranhas...
Hoje chego a casa perto das 22h. Poucas vezes no mês acontece, mas por vezes é inevitável por conta do trabalho.
bato à porta, de estômago vazio e coração partido. Sou recebida pela pai que traz a pequena ao colo, Esta lança-me um sorriso rasgado, estampado de felicidade e euforia! A mais velha está escondida debaixo do lençól da minha cama, à espera do meu reparo teatral. Tadinha da minha loira... Já não reinvidica a mãe, pois sabe que na rotina da caminha é a mãe que trata da Eva.
Mal me vê, a pequena começa com o seu lamento e depressa está de pijama vestido. Suga-me as mamas como se não houvesse ontem e dá-me festas intermináveis. Tenho fome, mas não há tempo, elas precisam de mim e eu preciso delas.
A pequena reclama a minha presença e não adormece facilmente. Coloco-a ao colo, embalo-a mas luta contra o sono, afinal quer disfrutar da minha companhia.
Deixou de ouvir a outra e sinto um aperto na alma. Sinto necessidade de ir ter também com a minha loira, ter um momento a 2, só nosso. Chamo pelo pai para se deitar junto à Eva e eu pude sair.
Abro a porta e a Carmen a 1ª reacção que tem é chamar pelo pai, mas no fundo... ela quer a minha presença, não a conhecesse eu tão bem!... Esgueiro-me para a cama dela e temos o nosso momento. Dou-lhe festas, digo que é a minha princessa, a amiguinha do peito da mãe e que tive muitas saudades dela. Ela por sua vez vai respirando fundo, e aninha-se junto ao meu corpo. Dou-lhe massagens no corpinho e vamos falando baixinho... até que me despeço dela e lhe desejo bons sonhos. Mas a Eva continua "carente" e ainda não dorme... O pai não se pode deitar no escuro, é automático: adormece... volto ao quarto, pego-lhe e aperto-lhe calorosamente, para lhe transmitir a minha presença. Só então adormece finalmente.
Silêncio... finalmente janto

É claro que venho cansada e se calhar o pensamento comum seria: " então tão tarde e ainda não dormem?" "agora vão ter que esperar que 1.º vou jantar", ou " já me sugou as mamas, que quer mais, tanto tempo pra adormecer, já estou a ficar farta", ou ainda: " a mais velha está orientada, não precisa de mim, amanhã é outro dia".
Eu não sou capaz de ser assim, por mim falo! Mais tempo houvesse para eu passar com as minhas filhas, mais passaria. Tenho sempre o sentimento que poderia dar mais...
enfim, adoro as minhas filhas, estão acima de tudo, são elas a minha prioridade.

2 comentários:

Dina disse...

fiquei comovida miuda - és uma mãe linda.
Mas tal como tu fico sempre com essa sensação de que podia ter feito mais e melhor, de que podia dar mais do que aquilo que dou.

beijocas e um abraço apertadinho

Maggie disse...

ui ser Mãe é mesmo assim.

bjo

Maggie